Há muito que o premiado compositor e músico português José Valente se tem destacado pelo modo como tem alargado os limites da música dita erudita, trazendo o seu instrumento de eleição, a viola de arco, (...) “Trégua”, um disco disruptivo, pelo modo como junta improvisação e contemporaneidade à realidade supostamente mais formatada de uma banda filarmónica. Composto por sete atos que vagueiam por “uma multiplicidade de referências”(...).

Miguel Judas in revista Visão, sobre “Trégua”

 

Muito terreno é percorrido pelas sete peças, desde a exuberância e exotismo de "A birra do Gaspar" ao recolhimento, ainda assim febril, de "Naquele instante o galo cantou: Introdução", em que a viola d"arco é deixada a sós. Na articulação entre reflexos da música popular portuguesa e os rigores da composição contemporânea, há momentos que trazem Joly Braga Santos e Fernando Lopes-Graça à conversa sonora. Com espaço para o improviso.

Jorge Manuel Lopes, in Jornal de Notícias, sobre “Trégua”

 

"Trégua" é melodicamente um disco mais aberto, mas que não deixa de se desconstruir com elementos jazzísticos ou ferramentas da música erudita. José Valente é um não alinhado que descobriu um caminho original para a sua música.

Miguel Halpern in Jornal de Letras, sobre “Trégua”

 

(...) o novo CD de José Valente que insere a viola d’arco num contexto que lhe é particularmente invulgar (e, até ver, único em Portugal): uma banda filarmónica. Este registo original, num alinhamento de sete actos, reflecte a já conhecida persistência de José Valente “em percorrer um trilho desassossegado, mapeado pela constante descoberta de novas possibilidades musicais para o seu instrumento”, como referido pelo próprio.

Duarte Pereira Martins, revista Glosas, sobre “Trégua”

Estou a deliciar-me com Trégua. A sua criatividade na combinação de estilos e instrumentos não tem limites. O som ou tema familiar irrompe e logo desaparece num turbilhão de sons. Impressionante a reinvenção da filarmónica.

Boaventura de Sousa Santos, sobre “Trégua”

 

"Trégua" é a primeira obra para viola e orquestra de sopros, da autoria de José Valente. Um encontro imprevisível entre o músico e a Orquestra Filarmónica Gafanhense, derigida pelo prestigiado saxofonista e maestro Henrique Portovedo, que resulta num momento inédito na história da nossa música portuguesa. (...) Um trabalho a ter de ouvir. Um músico a seguir de perto.

Sara Quaresma Capitão, Mutante.pt

 

(...) É brilhante! Adoro o paralelismo com o riso, eu acrescentava: como elemento disruptivo e subversivo como o enuncia Eco em Nome da Rosa, ou elemento central da chacota, provocada em situação de mimetismo dramático de um comportamento desviante, enquanto processo de resolução de conflitos e, portanto, de reintegração/ restabelecimento social, prática comum entre os pigmeus Mbuti. Ao riso aliam-se as incursões imprevistas à improvisação, as dissonâncias e o retorno, também imprevisto, aos lugares de memória que ocupam as sonoridades das bandas filarmónica, provocam-nos uma inquietação, um frenesim que re simula em nós aquilo que nos deixa supor ter sido o processo criativo. Muito mais do que um concerto, ou um disco, "Trégua" é um caminho de revisitação da tradição musical e reencontro com essa espécie de rizoma, as raízes que despontam por todo o lado e teimam em contrariar a cristalização e verticalização da cultura. Trégua é uma narrativa identitária partilhada, participada construída sobre raízes em forma de rizoma que brotam em todas as direcções apontados ao futuro.

Luís Garcia, programador cultural, sobre “Trégua”.

A conceção artística que Valente nos desvenda em cada obra é um conjunto de dividendos musicais, em que a dimensão espaço-tempo dá lugar à efervescência emocional, reativa ao estímulo sónico, onde poesia e literatura se intrometem na altercação entre o clássico e o vanguardismo. A conceção deste novo trabalho conjunto com a Orquestra Filarmónica Gafanhense altera profundamente o contexto e objetivos da viola d’arco, tornando-se esta numa viagem disruptiva, esquecendo os limites da música erudita.

Luís Grilo, Comunidade Cultura e Arte, sobre “Trégua”

 

“O improvável é a dimensão e o substracto deste “concept” que articula o convencional com o disruptivo, o formal com o excêntrico, o épico com o desconcertante, o profundo com o volátil.” 

Rui Eduardo Paes, jazz.pt, sobre “Trégua”

 

Indiscutível qualidade e originalidade.

A apresentação de um trabalho de excelência instrumental que confirma o apurado sentido interpretativo de José Valente.

Júri do Prémio Carlos Paredes 2019

 

Da autoria do excelente violetista e compositor José Valente, “Embalo para Bernardo” é um momento belíssimo e que se revela decisivo para o cômputo da jornada: percussão de filigrana, piano esparso, viola pungente. Uma canção de embalar densa que parece funcionar como uma suíte, desdobrando-se em diferentes secções.

António Branco, jazz.pt, sobre The Wake of an Artist de Alberto Conde’s Iberian Roots Trio.

 

“Embalo para Bernardo” comienza con la batería de Alexandre Frazao, envolvente y misteriosa. El piano ataca con leves notas, acompañado por la viola de José Valente, autor de la pieza, que semeja a un nocturno en homenaje a Bernardo Sassetti como una bella composición. Un tema lleno de diferentes ambientes muy sugerentes, vanguardistas, donde la viola se explaya. La parte final el piano vuelve a tomar la dirección, con la viola y el resto del grupo.

Carlos Lara, Tomajazz.com

 

Acelerámos o passo porque queríamos garantir o nosso lugar na Igreja, Palco Carlos Paredes, para ouvir Valente Maio. No violino Manuel Maio, na viola de arco José Valente. Juntaram os apelidos e surgiu o duo Valente Maio. Para além dos nomes também juntaram os seus dois instrumentos que se complementam na perfeição fazendo-nos viajar entre múltiplos estilos desde o clássico ao jazz. São instrumentistas altamente talentosos e criativos. A interpretação que fizeram de uma música do José Mário Branco foi de uma qualidade e beleza perturbante.

Ana Moreira, Música em DX.

Serpente Infinita, do violetista (eléctrico e eclético) José Valente: soberba obra de vanguarda, que revisita a grande modernista portuguesa Ana Hatherly, poetisa, calígrafa e artista plástica.

Nuno Rogeiro, revista Sábado.

 

(…) José Valente ora entra resolutamente pelos domínios da música contemporânea, no que esta preserva de mais “clássico” ou “erudito” (e sim, há ocasiões em que pensamos em Paganini e em Shostakovitch, dependendo do acento na performance ou na composição), ora interioriza aspectos de outros idiomas. (…) O músico sediado no Porto está de volta, com um trabalho que só não surpreende porque tudo fazia adivinhar, já em “Os Pássaros Estão Estragados”, que era aqui que chegaria.

“Serpente Infinita” - 5/5 estrelas na revista jazz.pt por Rui Eduardo Paes

 

Três anos depois do excelente “Os Pássaros estão estragados”, o violetista e compositor José Valente retoma em “Serpente infinita” os temas essenciais que então compulsou para melhor entender a contemporaneidade: a liberdade e a falta dela, a apatia, a banalidade do quotidiano. (...) o músico portuense oferece-nos uma obra densa e plena de inquietação. (...) A abordagem de Valente, aqui delicada, ali dramaticamente áspera, concilia o rigor da música erudita, o desafio da improvisação livre e a energia primordial do rock, com as declamações de Marta Bernardes a serem a chave da exploração da intimidade entre música e palavras.

António Branco, Diário do Alentejo.

 

(…) Serpente Infinita, ou como, após audição, lhe poderíamos chamar de “o ar que respiramos no dia-a-dia”. (…) Ressoam aqui as sonoridades do que poderá ser considerado também free jazz, puro improviso com muita da sabedoria que José Valente transmite ao longo deste Serpente Infinita, (…) É isto que faz com que este seja um disco de essencial audição apesar de lançado tardiamente em 2018. (…) A música como meio de expressão dos dias, a música mais clássica que passa por contemporânea, algo que José Valente faz da melhor maneira tentando chegar às pessoas e tendo uma mensagem de que a música considerada clássica sabe reinventar-se, sabe ocupar o seu espaço na actualidade, (…)

Duarte Fortuna, Threshold Magazine

 

O seu disco está muito bem concebido e sobretudo muito bem tocado por si. Espectacular muitas vezes. Sinceros Parabéns. Envio-lhe um grande abraço e desejo que tudo lhe corra como deseja. Merece isso. Mas nem sempre as coisas nos correm bem como também sabe.

António Pinho Vargas, compositor e pianista.

 

Congratulations on your accomplishment! It is truly a major work - bold, moving, and beautiful, with an impact that grows and deepens throughout the course of its individual parts. Well done, Jose, and thank you for giving us this deeply felt and beautifully performed new work.

Howard Hersh, compositor, sobre “Os Pássaros estão estragados”.

 

Em suma, está aqui uma obra notável (mais uma num rol de discos de grande qualidade editados este ano por portugueses) de um músico que se tem distinguido entre nós e que merece o mais amplo reconhecimento.

Rui Eduardo Paes, crítico, sobre “Os Pássaros estão estragados” na Jazz.pt

 

"Logo em seguida deu-se o concerto de José Valente, um dos melhores violetistas nacionais que poderemos ouvir, com uma grande projecção, fazendo parte de muitos projectos quer internacionais quer nacionais. Tem previsto para este ano o lançamento do seu álbum Serpente Infinita.
O seu talento não é medível, desde os temas que pareciam mais clássicos aos acompanhamentos com música contemporânea, José Valente é versatilidade, maleabilidade e atractividade. Durante todo o concerto chegaram pessoas para assistir ao som da viola de arco do português que surpreendia a cave do Arquipélago.”

Duarte Fortuna, Threshold Magazine.


“(...) aproveitando o facto de estar aí situado um dos melhores equipamentos culturais dos Açores, o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas. Foi aí, na cave, que um público numeroso pôde assistir à sessão de virtuosismo de José Valente, manipulando umas vezes, tocando no sentido mais clássico noutras, a sua viola de arco (...)”

Vítor Belanciano, Ípslon, Jornal Público.

 

“Também no Arquipélago, Julius Gabriel e José Valente levaram-nos pelas texturas do saxofone e da Viola d’Arco, mostrando-nos além do seu virtuosismo no manejamento de ambos, os espaços que descobrem com as suas experimentações, cada um à sua maneira, muito baseadas em pedais e loops.”

Miguel Fernandes Duarte, Comunidade Cultura e Arte. 

 

José Valente es uno de los violetistas portugueses con mayor proyección. (...) Considerado uno de los máximos investigadores de la música electrónica aplicada a la viola, Valente es capaz de convertir en un único estas dos realidades musicales tan dispares, algo para lo que es fundamental, dice, el rigor para conseguir el equilíbrio entre ambos. (...)”

Ágatha dos Santos, jornalista, Faro de Vigo.

 

(...) o artista portuense soube “embalar” o público e, acima de tudo, sobressaltá-lo. Não perdeu a convicção do seu tocar, do início ao fim.
A mestria de José Valente é já conhecida de todos os que ouviram as suas músicas. (...) 

Além do que nos consegue oferecer através da sua música, Valente surpreende também pela performance e pela expressividade corporal. Entusiasmado, dançou e chegou, até, a saltar num dos momentos clímax do concerto. (...)O que ali se passou foi invulgar: um espectáculo intimista protagonizado por um instrumento associado ao registo clássico, mas que levou o público a lugares sombrios e alegres quase em simultâneo. (…)

Culturartmag, sobre o concerto no ciclo Murmurando.

 

A viola de José Valente parecia valer por duas tal era a sua destreza. A música ecoou por vários minutos e mais nada se ouvia. Quem estava silenciou-se a escutar e até a rua parecia respeitar aquela melodia.

Luís Belo, Musiquim.

 

De todas as versões que conheço esta é a que respeita integralmente o espírito e a respiração do Carlos Paredes. Parabéns.

Carlos Alberto Moniz sobre a interpretação de José Valente de “Mudar de Vida” de Carlos Paredes. 

 

It is very beautiful and powerful: power and poetry. Congratulations on this expansive canvas. I hope it has many performances, which it deserves.

Howard Hersh, compositor, sobre “INVASÃO” de José Valente

 

(…) a inauguração contou com a brilhante actuação de José Valente, que presenteou a plateia com uma performance imbuída num conceito no mínimo surpreendente. Sobre um qualquer tapete encarnado lá de casa, o tocador de viola-d’arco, descalçou-se e apresentou o guião dos seus concertos. Arriscou, e bem, em começar a sua actuação a improvisar melodias "treinadas horas a fio". O antigo Sá Cortinas serviu de laboratório para o artista captar a atenção dos presentes: com os pés, as mãos ou a cabeça, todos marcavam os ritmos.

Olga Costa, no Barcelos Popular, sobre o concerto no “Resgate”.

 

O que é digno de registo, do meu ponto de vista, é o facto de José Valente nos conseguir entregar uma obra de fôlego, capaz de ser apreciada pelos seus méritos próprios mas, também, o facto de colocar a experiência da criação artística à discussão. Ora, esta capacidade não se afigura muito comum nos dias que correm e essa é a principal razão pela qual “Invasão”, na sua dupla dimensão de concerto e conferência resulta num espectáculo singular e capaz de nos interpelar a cada momento.

José Miguel Pereira, Produtor Executivo do Jazz ao Centro Clube e director artístico do Ciclo de Estudo de Jazz e Música Improvisada.

 

Virtuoso da viola de arco, como já se percebeu, José Valente transpõe esse instrumento para uma contemporaneidade arrebatadora. Tanto pelo recurso sem preconceito a gadgets actuais (pedais de feitos, loops, etc) como pelo percurso que é capaz de fazer em géneros musicais diversos (jazz, world music, contemporânea). Um cruzar de fronteiras que também se encontra nos elogios internacionais; de colegas instrumentistas como Daniel Levin ou Jason Kao Hwang, a Carl Djerassi, escritor e co-inventor da pílula contraceptiva.

Eduardo Sardinha, jornalista, BLITZ, Revista UM.

 

Invasão é o novo tema do compositor José Valente, resultado da sua residência artística na Djerassi Residency Artists Program na Califórnia, nos Estados Unidos da América. Durante quatro semanas o violetista trabalhou a atmosfera sonora que o cercava  os grilos. O exército musical de grilos preenche as noites no espaço árido e isolado da residência. O encantamento com este som leva José Valente a iniciar a sua pesquisa sonora. O músico grava, transcreve e compõe peças com base nestes insetos. (...)

Francisco Furtado, VIA LATINA.

 

Really emotional. When I listen to your playing it sounds very pure and powerful. Beautiful compositions.

Anu Junnonen, cantora, compositora e fundadora dos grupos Anoo, NorthFace, The Caribous.

 

The music of EXPERIENCES OF TODAY shows that José Valente has the potential to be an important force in jazz, both as a composer-arranger and as a viola soloist. It is a strong start to his career.

Scott Yanow, Autor de vários livros sobre jazz: “The Jazz Singers”, “Trumpet Kings”, “Bebop”, “Jazz On Film and Jazz On Record 1917-76″. 

 

I totally hear the earnestness of your intention and honesty in what you are playing. I really love that.

Daniel Levin, violoncelista, improvisador.

 

I heard a highly trained artist with an insatiably inquisitive, creative mind. (…) Valente impressed me with his genuine passion for music and strong work ethic, qualities that will propel his continued growth.

Jason Kao Hwang, violinista e compositor; ”National Endowment of the Arts and the Rockefeller Foundation” award; compositor da Ópera “The Floating Box, A Story in Chinatown” considerada uma das “Top Ten Opera Recordings 2005” da Opera News.

 

I was  impressed and enthusiastic about your music-composition and performance. 

Prof. Carl Djerassi, químico e escritor premiado.

 

O título "Um velho na montanha" é excelente e a sua música empolgante. Nunca poderei retribui-lhe a distinção representada pela notável obra que criou.

Fernando Dacosta, escritor, sobre a composição "Um Velho na Montanha" de José Valente.

 

No outro dia, cantei com o José Valente um tema do meu tio, o Cantar Alentejano, e ele é um músico fabuloso e uma pessoa admirável.

João Afonso em "O que seria José Afonso nos dias de hoje? Não sabemos." jornal "A Cabra".

 

José Valente, o músico, foi o responsável por toda a criação musical, autêntico revivalismo da música clássica.

"Da matemática para o palco" de Ana Duarte e Mariana Santos Mendes no jornal "A Cabra".

 

Com um “violino grande”, ou uma viola de arco, José Valente fez incursões sem freios, comandadas pelo seu virtuosismo.

Pedro Gonçalo Costa, CoMum, sobre o concerto no Festival Um ao Molhe.